2012: Quase uma novela mexicana

Finalmente 2012 acabou \o/. Tenho que confessar que esse ano não passou nem perto de se tornar um dos meus favoritos, mas estaria mentindo se dissesse que ele não foi importante… Por onde começar?

Foi nesse ano que tomei uma das decisões mais difíceis (e assustadoras) da minha vida, decidi sair da área da informática e me aventurar no maravilhoso e complicado mundo da publicidade, sim… Pra muitos isso pode ser uma loucura, mas é o que eu quero… Soooo…  Também foi nesse ano que me tornei oficialmente um técnico em T.I., tive meu primeiro contato com o ambiente profissional, sendo estagiário da prefeitura, onde posso dizer que foi uma experiência bastante interessante,  conheci boas pessoas lá e aprendi bastante com elas.

Criei o 4NERD e com ele conheci pessoas incríveis fiz diversos contatos e amigos, tirei a poeira do meu canal do YouTube, pra quem me conhece sabe da minha paixão por edição de vídeo, aprimorei minha técnica e criei minha identidade visual, agora no finalzinho, “pari” o Quatro Lados Iguais, mesmo recém nascido já tá me deixando bastante feliz com o feedback. Ahhhh, também foi nesse ano que tomei coragem e entrei na academia, emagreci alguns quilinhos, n serei modesto, 18 kg pra ser exato (motivo de orgulho pra mim) e na minha conta, sobrevivi a dois apocalipses.

O que realmente salvou o ano foram as pessoas que conheci nele e aquelas que me aturam a já um bom tempo, sem esses dois setores, os novatos e veteranos, 2012 seria jogado para sempre no calabouço dos anos perdidos, começando pela galera do cursinho, mesmo nesse curto período, conheci pessoas que se tornaram verdadeiros amigos.

Não posso esquecer daquelas pessoas que apareçam como obra do destino, fiquei surpreso com essa categoria, afinal… Nesse ano não fui tão social, mas mesmo assim elas apareceram ou ressurgiram, também posso incluir isso aqui.

Em 2012 não pude cortar da lista de “Coisas pra fazer antes de morrer” pular de paraquedas, mas fui para o São João de Sanharó contrariando todas as leis da física, conta? Conheci pessoas incríveis lá de todas as formas que esse adjetivo possa se referir.

De qualquer forma, se você foi marcado nessa nota (falando pra galera do Facebook), só queria agradecer, cada um de vocês, das formas mais diferentes possíveis… Salvaram meu 2012, esse ano tinha tudo pra ser o pior da minha vida, acredite… sem drama. Mas olho pra trás e vejo os novos amigos que fiz, os projetos que criei, os velhos amigos que me sustentam entra ano e sai ano, ano bom ou ruim… Vejo que tudo isso somado as boas lembranças e as ruins (como material de aprendizado)… Fizeram com que esse ano valesse a pena, algumas coisas não saíram como eu planejava, mas como isso não é The Sims (pelo menos eu espero, pq se for… to muito *#%@ com quem me controla) acontece, é aceitar e seguir em frente… Mesmo não sendo uma coisa fácil… Enfim.

Não curto falar nem com anos e nem com meses (?) mas é um grito de desespero:

2013, se você estiver pensando… Só pensando… Em imitar 2012, nem venha… Fique por ai mesmo. Amém. Por que Deus disse: Faça por onde que eu te ajudarei.

Minha principal meta pra 2013: Fazer ele ser completamente diferente do que 2012 foi, meta humilde. :$ Siim… Também quero dar mais “feliz aniversário” ao vivo, não só colocar um textozinho cute na timeline. Sair um “poquin” do PC as vezes faz bem.

Obrigado povo, obrigado Brasil, obrigado meu Deus. Cabeça pro lado, corpinho pro outro. Feliz Ano Novo, bora fazendo… Bora fazendo…

Trecho do livro “O Jogador Número 1”

“O lance é o seguinte, Wade. Você é algo chamado ‘ser humano’. É uma espécie muito esperta de animal. Como qualquer outro animal deste mundo, nós nos originamos de um organismo de uma única célula que viveu milhões de anos atrás. Isso se deu por um processo chamado evolução, e você vai aprender mais sobre ele depois. Mas pode confiar em mim, foi assim que chegamos aonde estamos. Existem provas disso em todos os cantos, enterradas nas rochas. A história que você ouviu de que fomos criados por um cara superpoderoso chamado Deus, que vivia no céu, é balela. A história de Deus é, na verdade, um conto de fadas antigo que as pessoas contam umas às outras há milhares de anos. Inventamos tudo.

E a propósito… não existe Papai Noel nem Coelhinho da Páscoa. É tudo mentira. Desculpe, cara. Enfrente isso.

Você deve estar se perguntando o que aconteceu antes de você chegar aqui. Um monte de coisas, na verdade. Quando evoluímos e nos tornamos seres humanos, as coisas ficaram bem interessantes. Aprendemos a cultivar alimentos e a domesticar animais para não precisarmos passar o tempo todo caçando. Nossas tribos ficaram bem maiores e nós nos espalhamos pelo planeta todo como um vírus incontrolável. E então, depois de travarmos um monte de guerras por causa de outras terras, de recursos e de nossos deuses inventados, acabamos organizando nossas tribos em uma ‘civilização mundial’. Mas, para ser honesto, as coisas não foram lá muito bem organizadas nem civilizadas, e continuamos a enfrentar muitas guerras uns com os outros.

Mas também aprendemos a fazer ciência, o que nos ajudou a desenvolver tecnologia. Para um monte de macacos sem pelos, conseguimos inventar algumas coisas bem incríveis. Computadores. Remédios. Laser. Forno de microondas. Coração artificial. Bomba atômica. Até mandamos alguns caras para a Lua e os trouxemos de volta. Também criamos uma rede de comunicação global que permite que nos comuniquemos uns com os outros em todas as partes do mundo, o tempo todo. Impressionante, não?

[…]

Você deve estar pensando o que vai acontecer em sua vida. Fácil. A mesma coisa que vai acontecer com você já aconteceu com todos os outros seres humanos que já viveram. Você vai morrer. Todos morreremos. É assim que as coisas são.

O que vai acontecer depois da morte? Bem, não sabemos ao certo. Mas as evidências sugerem que não acontece nada. Você morre, seu cérebro para de funcionar e você some e deixa de fazer perguntas irritantes. Sabe as histórias que já escutou? Sobre ir para um lugar maravilhoso chamado ‘céu’, onde não há mais dor nem morte e você vive em um estado perpétuo de felicidade? Isso também é bobagem. Assim como toda a história sobre Deus. Não há provas de que o céu existe, e nunca houve. Invetamos isso também. Só uma quimera. Então agora você tem de viver pelo resto de sua vida sabendo que vai morrer um dia e desaparecer para sempre.

Sinto muito.”

Achei esse trecho do livro ‘Jogador Número 1’ de Ernest Cline, fantástico. Sintetiza basicamente a dura verdade que tantos fingem não existir. Meu novo vício literário.