O que estamos fazendo?

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Eu nasci em uma época de transição, Plano Real recém-criado, Windows ficando popular, celulares ficando menores, o mundo acabando duas vezes, pendrive caro, pendrive barato, enfim… gosto do momento que nasci, tive a chance de pegar o fim de uma época e ainda posso aproveitar (se tudo der certo) uma boa parte dessa “nova”.

Em um dos meus momentos ~ filosóficos~, fiquei pensando no quão rápido a nossa sociedade mudou, mais do que isso, quais os efeitos que essa mudança tão célere trouxe para nossas cabeças.

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Licklider, J. & Taylor, R. (1968) The Computer as a Communication Device

First, life will be happier for the on-line individual because the people with whom one interacts most strongly will be selected more by commonality of interests and goals than by accidents of proximity. Second, communication will be more effective and productive, and therefore more enjoyable. Third, much communication and interaction will be with programs and programmed models, which will be (a) highly responsive, (b) supplementary to one’s own capabilities, rather than competitive, and (c) capable of representing progressively more complex ideas without necessarily displaying all the levels of their structure at the same time — and which will therefore be both challenging and rewarding. And, fourth, there will be plenty of opportunity for everyone (who can afford a console) to find his calling, for the whole world of information, with all its fields and disciplines, will be open to him — with programs ready to guide him or to help him explore.

Adeus, News Feed

Nas últimas semanas surgiu um conflito… uma discussão interna sobre minha relação com o Facebook, o tempo que gastava usando a barra de rolagem no News Feed e a quantidade de informação-lixo consumida começaram a me incomodar ao ponto de que se houvesse um botão para formatá-lo, eu teria apertado ontem. Não consigo me ver excluindo completamente minha presença por lá, acho que isso se enquadraria perfeitamente em um suicídio digital, não tenho interesse em fazer isso, basicamente por conta de 3 fatores: 4NERD, Grupos (faculdade entra aqui) e Chat. Um dos reflexos desse descontentamento com o sr Mark foi a criação desse espaço aqui, resolvi trazer pra cá as reflexões mais pesadas já que Facebooks vão e vem, mas o bom e velho blog continua.

Gosto de dividir meus processos em fases, nesse caso não seria diferente. A fase 1 da minha desintoxicação foi instalar uma extensão no Chrome chamada Facebook Runner, com ela eu tenho o tempo exato que passo na aba do Facebook enquanto o Chrome estiver aberto, ela foi responsável por mostrar o tempo perdido ~ rolando ~, acredito que – de forma bem generosa – apenas 10% desse tempo total foi fazendo algo útil, claro, desconsiderando o chat que é outro sistema.

KillNewsFeed

Pronto! Depois de encarar o problema, cheguei na fase 2, a fase que originou esse post. Com ajuda de uma outra extensão chamada Kill News Feed eu … hã… matei meu News Feed!

Quanto instalei ela, meu primeiro pensamento foi: “Ela não vai durar muito tempo aqui”, mesmo eu não aguentando mais o feed, pensava que removê-lo completamente talvez fosse muito radical, daí pensei (enquanto rolava ele, claro): “Eu não uso mais o news feed pra ler notícias já faz um bom tempo graças ao Feedly e eu estou louco pra pedir divórcio do Facebook… então porque não?”, instalei, estou usando e aqui estão algumas das minhas observações:

  • Com o Kill News Feed, o Facebook não ficou inútil – Ainda navego pelos grupos, páginas e converso com meus amiguinhos no chat sem problema, vou lá, faço o que tenho que fazer e saio. Simples.
  • Eu tenho uma filosofia na minha vida: Se alguma notícia for relevante/importante pra mim, com certeza ela chegará aos meus ouvidos (olhos), no caso do Facebook eu tenho as notificações ao meu favor, se alguém me marcar, publicar nos grupos relevantes ou falar comigo, eu saberei e se for algo urgente tenho certeza que ninguém vai falar comigo pelo Facebook, no mínimo uma mensagem no Whatsapp ou em casos extremos uma ligação (ligação é tema pra outro post).
  • News Feed apenas no celular ou no tablet – O que é de certa forma bastante lógico, já que se eu estou no celular é porque não estou fazendo nada de importante, então posso matar tempo.
  • Surpreendentemente não sinto falta das publicações, pratiquei um desapego geral, os textos dos meus colegas blogueiros continuam chegando até minha pessoa por meio do Feedly e caso eu deseje ver uma publicação de algum amigo, eu vou até o perfil dele e se você parar pra pensar isso é algo bom, reflita: Quantas pessoas você realmente precisa saber o que estão falando … seja sincero, pode parecer insensível, mas você não se envolve com todos seus 5000 amigos.

Depois de matar meu News Feed (claro, migrando minhas fontes de conteúdo pra um lugar mais sério antes), ele ficou mais útil… mais objetivo pra mim e o fator “perda de tempo” foi reduzido drasticamente, uma maravilha. Quer discutir sobre isso e transformar esse “monólogo” em algo mais interessante? Finalmente consegui reativar a área de comentários aqui na parte inferior, sinta-se livre para expor sua opinião.

 

Quando foi a última vez que você acenou para algum estranho?

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Alguns dias atrás estava esperando o ônibus para voltar da faculdade e comecei a refletir sobre o gesto de acenar para outra pessoa, mais precisamente como é desconfortável quando você faz isso e percebe que o receptor do aceno não é um sujeito conhecido… automaticamente quando isso acontece, vem aquela vontade de desaparecer daquele lugar e provavelmente isso já aconteceu com você em algum momento da vida, não é verdade?

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Depois disso, fiquei pensando: Por que é TERRÍVEL acenar para um estranho? Em que ponto isso se tornou esquisito? E cheguei a conclusão de que não é nada terrível/esquisito. Pra mim, um aceno é um aceno, uma forma de dizer “Olá”, não é um sinal de gangue. É algo simplesmente gentil, de reconhecimento da existência de uma outra pessoa.

Imagina um mundo onde todos nós acenamos para outras pessoas, independente se conhecemos elas ou não? Que tal acenar para um estranho hoje?

 

10 fatos sobre a vida

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1. Quando as coisas ficam difíceis, continue – A maior parte das pessoas simplesmente desistem no primeiro obstáculo que encontram. O que diz se você vai ter sucesso ou não em algo é a sua capacidade de resolver problemas e não parar quando as coisas começam a ficar no nível hard.

2. Consistência cria o hábito – Para inserir qualquer coisa na vida, primeiro você tem que criar o hábito e pra criar um hábito você precisa ser consistente.

3. Antes do céu existe o inferno – Você vai ser derrubado, pisado, rejeitado ao longo do caminho. Isso faz parte do processo para alcançar o objetivo. Às vezes, é mais sobre a viagem que o destino (Dica de filme: Poder Além da Vida).

4. Dá trabalho para alcançar o que quer – Não espere não ter trabalho para conseguir algo.

5. Tudo na vida é mental – Não é sobre o que você faz ou acontece com você, é sobre como responder a isso. É como você decidiu continuar. É tudo mental.

6. Você tem tempo, por mais ocupado que seja – Se algo é importante pra você, você cria tempo. Se não é, surgem as desculpas.

7. Limite é algo criado por você – Não são nossos pais, amigos, o universo… A verdade é que você está no controle de você mesmo. Você decide o quer fazer.

8. Se você esperar as condições certas, nunca fará nada – Não espere por nada e nem ninguém. Você sabe o que precisa fazer pra conseguir o que quer, vá fazer.

9. Sempre dá pra cruzar algum limite – Se empurre um pouco mais todo dia.

10. Há paz até no caos – Não importa o quão cansativa, estressante, triste, dolorosa está sua situação, há sempre um lado bom e algo positivo. Algumas das coisas mais importantes que aprendi na vida vieram através do caos.

 

Texto adaptado do “10 Lessons Running Teaches You About Life“, tinha lido esse post faz um tempinho e perdi o link, hoje reencontrei, adaptei e publiquei aqui. Quando li o dito cujo pela primeira vez fiquei tão inspirado que resolvi segui-lo como filosofia de vida. Tipo as regras de Zombieland.

Dicas para quem mora só

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Por 17 anos sempre tive minha mãe por perto, não precisava fazer praticamente nada… roupa limpa, comida gostosa, casa brilhando… até que com 18 anos comecei uma maravilhosa saga chamada “Morar Sozinho”. Adorei a ideia porque ao mesmo tempo que minha mãe fazia tudo, eu tinha um ar independente e sabia que se eu precisasse morar só, eu conseguiria morar só. Passei pra UFPB (Comunicação em Mídias Digitais) e então veio a necessidade de ficar 400 km de distância da minha mãe. Em agosto de 2014 fará um ano que me mudei e devo dizer que continuo gostando disso.

Seguindo a linha do meu post sobre “O que me deixa feliz?” resolvi criar esse com as dicas que venho seguindo pra sobreviver em uma cidade nova sem meus velhos amigos ou família. A lista vai se atualizando no momento que eu me lembrar ou passar por coisas relevantes:

  1. Faça um plano financeiro, independente se o dinheiro vem da matriz (vulgo casa da mamãe) ou se você trabalha. Se você não se organizar financeiramente gastará mais do que o planejado sem sentir. Minha dica é o Organizze, eu uso o serviço pra controlar e planejar meus gastos e estou gostando muito.
  2. Internet é importante. Falar com os amigos e família, trabalhos, diversão… não preciso me prolongar nesse ponto.
  3. As contas não se pagam sozinhas. Débito automático é uma boa dica.
  4. Comida rápida. Encare os fatos, não vamos bancar a filosofia das promessas de fim de ano. Você morando só não comerá de forma mais saudável e nem se tornará um chefe de cozinha. Comida que demora mais de 10 minutos pra ficar pronta, demora muito e não vale a pena. (Não disse que essa seria uma dica saudável).
  5. Sempre tenha o número do seu vizinho. Nunca se sabe quando você ficará trancado dentro do apartamento porque a fechadura emperrou. Ficar gritando por sua mãe não vai adiantar muita coisa, então… ligue para o vizinho.
  6. Separe as roupas antes de lavá-las. Pode parecer besteira, mas você vai perceber como essa dica é séria quando aquela sua camisa cinza ficar com manchas rosas depois de misturá-las.
  7. “Veja” limpa tudo. Até a alma.
  8. Não deixe roupas de molho por mais de 2 horas. Não sabia dessa regra até esquecer uma calça de molho por 2 dias e perceber que ela ficou com mal cheiro, não entendia porque algo poderia ter um cheiro tão ruim se estava “limpa”. Moral da história: Bactérias estão em todo lugar, Jeff burro.
  9. A dispensa não se recarrega sozinha. Você precisa ir ao mercado, faça uma lista com o que precisa comprar, sempre ajuda e evita excessos. Percebi que meu maior gasto é com comida.
  10. Lavar pratos é uma tortura – Se já pensei em adotar apenas produtos descartáveis? Todo dia quando preciso lavar a louça. E se você gosta de fritura, vai parar de gostar depois de ter que limpar tudo. Você largando a fritura já ajuda na dica 4, né? Minha dica é: Lave os pratos antes de cozinhar ou preparar o almoço/jantar. Aposto corridas do tipo: “Duvido conseguir lavar todos os pratos antes o microondas terminar de esquentar o arroz”. Até agora nunca quebrei um prato.
  11. Dinheiro sobrou? Parabéns. Pois aqui se sobrar dinheiro é porque eu esqueci de pagar algo.
  12. Tenha poucos pratos, talheres e copos – Quando você não tem muitos desses, nunca haverá uma pilha pra lavar e se você quer comer, vai precisar lavar o sujo. Relação Win-Win.
  13. Faça acordos com você mesmo. Por mais que a ideia de morar só seja tentadora, há um perigo gigantesco: Seu apartamento/casa poderá virar uma terra sem leis, uma total anarquia. Claro, você pode pegar mais leve, mas leve a sério suas responsabilidades. Existe um aplicativo bem legal chamado HabitRPG, ele transforma sua vida em um RPG e toda vez que você cumpre uma tarefa, você ganha XP e moedas, moedas que você poderá trocar por recompensas. Do tipo: Lavei os pratos, ganhei 50 moedas e posso trocá-las por um episódio de The Walking Dead. É uma forma divertida de realizar seus deveres.
  14. Não fique em casa o tempo todo. Saia, respire. Quanto mais tempo você fica em casa, mais antissocial você se torna. Comprovado cientificamente. (Estou passando muito tempo em casa)
  15. Está com tempo livre? Faça projetos pra ocupar a mente e quem sabe não descobre um hobby novo?
  16. Não passe mais de 1 mês com a mesma roupa de cama. Apenas não passe.
  17. Anote o número do entregador de água, de gás e pizza.